sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Saudades...

SAUDADES...
Arianne Evans

Começo de madrugada, eu naturalmente insone, me
embriagando de músicas românticas, sentindo meu
coração ardendo numa saudade que não existem palavras
para expressar sua intensidade... Tento não chorar, mas as
lágrimas queimam por detrás das pálpebras e rolam pelo
meu rosto, incontroláveis, mas... Não, elas não trazem qualquer
alívio, não são bálsamo para amenizar a dor de ter - te tão distante 
de mim... Lembro teu rosto, cada linha dele, teus olhos escuros
como noites sem luar, mas que brilham como as estrelas... Tua voz,
pareço ouví - la na voz do vento que sibila através das árvores, no
sussurrar do riacho que corre manso, tocando a roda d'água...
Quando penso na tua boca, sinto minha pele se arrepiar, pois é
inevitável lembrar dos beijos que trocamos, sentir a mesma
sensação de quando nossos lábios se tocam, se encaixam, se
sugam, se absorvem, como se, por eles, trocássemos nossas seivas
vitais e nossas mais íntimas emoções de amor, de prazer...
Como te amo... Como pesa esse silêncio, como custam a passar
essas horas de solidão... Volta logo para mim, preciso sentir o
cheiro da tua pele, dos teus cabelos... Preciso sentir - me viva...
Mas agora, agora dormir, para ao menos em sonhos, tentar
encontrar - te...


Pequenas Alegrias...

"Pequenas" alegrias...
Arianne Evans
Existem "pequenas" alegrias, na vida, que algumas pessoas nunca 
irão experimentar; alguns, apenas porque não se dão conta, delas...


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MUDE
Arianne Evans
"Mude, sim, se for por quem merece; mude, sim, se for para o seu bem. 
Nunca se acomode só porque mudar é difícil. Boas mudanças também 
trazem boas experiências. Apenas, nunca mude para agradar os que te 
julgam e em nada te acrescentam."


Corpo Sem Alma...

CORPO SEM ALMA...
Arianne Evans

Chove lá fora como sinto tempestuosa a minha alma...
Meus olhos cintilam relâmpagos de desespero e nos labirintos 
que cercam meu coração, não há qualquer esperança de libertação
dessa saudade que me mantém como refém de um tempo sombrio...
Cansei de esperar - te, de acreditar que tuas promessas eram tão reais
como a doçura dos beijos com que me mantinhas sob teu domínio, uma
ilusão desmedida de que para nós, havia sido escrita a mais bela história
de amor, sem final feliz, porque seríamos felizes para sempre...
O despertar do sonho para a realidade do pesadelo de que teu grande amor
não havia passado de uma mentira, foi cruciante... Morri mil vezes a cada
lembrança, em cada sensação de que havia deixado de existir um coração
dentro do meu peito, que agora, eu era apenas um corpo sem alma, repleto de
terríveis ferimentos que nunca fechariam... A sensação delirante dos teus lábios que pareciam absorver a minha vida em cada beijo, fazendo - me ser cada vez mais, parte de ti... o deslizar das tuas mãos no meu corpo febril, apaixonado, faminto pelos teus carinhos, por encaixar - me no teu como a peça que faltava num quebra cabeças, enquanto ouvia tua voz murmurando todas as palavras que poderiam transmitir - me segurança, certeza de que teu amor era meu e verdadeiro, como se não conseguisses viver um instante distante de mim, do meu amor, das minhas carícias... Mentiras... Mentiras!! Tudo parte de um teatro  cruel que logo se revelaria, inexorável...
 Como se uma nuvem negra se abatesse   sobre meu mundo, antes iluminado pela tua presença, pela luz radiante dos teus olhos e da felicidade que eu julgava ser nossa, tudo perdeu a cor, o brilho... Não  mais existe a beleza do Sol, nem me alcança a beleza que existe na chuva, embora  eu quisesse, como cada gota que cai, também perder - me em algum lugar onde
nada mais existisse, quando tudo evaporasse para sempre...