sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

LIBERDADE!!


LIBERDADE!!
Arianne Evans


De repente, a nostalgia fez do meu peito, seu porto. 
Lembranças, como águas turbulentas, invadiram meus 
pensamentos e como eu fosse uma casquinha de noz, 
transportaram - me para um passado distante, causando - me 
uma dor atroz... 
Em meio a solidão em que vivo, cativa em suas teias, 
incapaz de galgar suas altas muralhas e chegar às ameias, 
voar para o espaço aberto como uma águia em total liberdade, 
sinto que a vida se esvai, que uma sombra me abraça num aperto letal... 

Respiro fundo na tentativa de escapar, recuso - me a me 
deixar sofrer um passado que enterrei, onde chorei e me 

senti o ser mais infeliz do mundo! Minha solidão não é triste, 
é minha opção e nela não planto espinhos, ao contrário, 
semeio carinhos por onde ando, naquilo que faço... 
Se amei tanto, um dia, outra vez irei amar, porque estou 
viva e não tenho estáticas minhas emoções, meus sentimentos, 
e nunca ninguém disse, não consta em parte alguma que o 
amor só acontece uma vez e traz apenas dor... 
Vou sair, tomar um banho de liberdade, aspirar o perfume 
das brisas leves, sentir os perfumes que a noite oferece, 
elevar meus olhos e me imaginar flutuando pela Via Láctea, 
banhada pelos raios de luar, enquanto ouço a melodia 
mágica dos anjos... 

Chega de cativeiro, minha alma é livre e não nasci para 
viver só! Sou feita de poesia, quero distante o miasma da 

tristeza, as emoções acendradas como céu prenunciando 
loucas tempestades... Sobre mim, chuva, mas de estrelas, 
de luar, de amor, de carinhos... De Liberdade!!




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